Mostardeira Ou Mostardeira – Negra – Dos – Campos

Mostardeira Ou Mostardeira – Negra – Dos – Campos

Nomes populares:   mostardeira ( Brasil), schwazer senf (Alemão), (Espanhol),mostaza negra,( Francês), moutarde noire( Inglês), black  mustard  ( Italiano) sènape ner

Nome científico:  Brassica nigra (L.) Koch

Família: Brassicaceae

História:

Há muitos anos atrás a mostarda era apenas cultivada na Ásia Menor. Hoje em dia encontra-se por toda a Europa, inclusive no Estado espontâneo. As suas sementes são ricas em Vitaminas C. Não se sabe quando o grão da mostarda começou a ser usada como tempero. Gastronómicos como Marcus Apicius (25 a.C.), Guillaume Tirel (1310-1395), Marques de Bechamel, usavam a mostarda nos seus pratos. Egipcios, gregos e romanos utilizavam-na para realçar o sabor dos alimentos. O comediante Titus Maccus Plautus  ( 254 – 184 a. C) mencionava a mostarda nas suas comédias, chamando-a de horrível veneno. Gaio Plinio Secondo (23-79 d.c.) referenciava – a semente da mostardeira tendo um sabor muito picante. Ambrosios Aurelius ( fim do século IV d.c) questionava as propriedades medicinais da semente, quando aplicada na pele, capaz de inflama-la , mas quando digerida não causavam nenhum efeito malicioso. O imperador do Ocidente, Carlos Magno (742- 814), recomendou o cultivo da mostarda nos Estados gerais do Império. No século XII, a mostarda chega à Inglaterra e na Espanha chega através das legiões romanas. Na época dos descobrimentos, Vasco da Gama trazia um barril de mostarda enquanto rumava em direcção à rota das índias. A mostarda de Dijon foi oficialmente considerada a melhor mostarda nas festas de Borgonha em 1336.Em Dijon foi bastante consumida nas mesas dos Reis. Com o passar do tempo alguns fabricantes aproveitaram para lançar produtos de menor qualidade, em função disto foram criados estatutos para organizar e reger a fabricação e o comércio de mostarda. Actualmente a “mostarda de Dijon” não é limitada aos produtos oriundos da cidade ou região, mas sim, a um processo de fabricação, no qual as mostardas são fabricadas com produtos peneirados e cujo teor de extracto seco total não deve ser inferior a 28%.

Partes Utilizadas:

Sementes, folhas

Aplicações:

Reumático, cãibra. A farinha da mostarda é um dos ingredientes que entra na composição dos vinhos aromáticos e também serve de condimento alimentar. Trata de anginas: Usar 50 g de sementes mais de 20 g de sal de cozinha, ferver num 1l de água e gargareja-se várias vezes ao dia. A farinha moída em cataplasma cura reumatismos, nevralgias, doenças dos pulmões, bronquites, pontadas, enxaquecas, congestões cerebrais e hemorragias nasais. Tudo isto na seguinte forma: Ao lume vão três partes de farinha de linhaça, junta-se uma parte de farinha de mostarda, aos salpicos e aplica-se nos locais a tratar. Por cima um pano de lã bem forte e coloca-se em cima na parte doente até dar calor, nunca exceder as duas horas. Para constipações, gripes e bronquites, antes de deitar, colocar pés e mãos de molho em água bem quente, misturada com uma colher de sopa bem cheia de mostarda moída. Em seguida, abafa-se bem e deita-se.

Propriedades medicinais:

Digestiva, estimulante

Referência:

SALGUERIO, José  – Ervas,Usos e Saberes : Plantas Medicinais no Alentejo e outros  Produtos Naturais. 1ªedição,Lisboa:Marca,2004.

Retirado de:

http://www.plantamed.com.br/

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mostarda/mostarda-1.php

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