Mandioca

 

Mandioca

Nomes populares:   aipi, aipim, castelinha, macaxeira, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, pão-de-pobre ( Brasil), manduba, manuba, maniava ( Portugal), yucan, pan yuca, mandioca, mandiaco,manioca,manoco, mancobra, tapioca, sagú ( Espanha),manioc,cassava, pain des negres, saou blanc ( Francês), [bitter], cassava, mandioca,manior, yuuca ( Inglês)

Nome científico:  Manihot utilissima

Família:  Eupoborbiaceae

História:

Mandioca significa casa de Mani. É originária da América Latina. Os indígenas consumiam as raízes da mandioca, tendo sido exportada para vários pontos do planeta, principalmente África, onde constitui como a base da dieta alimentar. No Brasil o cultivo e consumo da raiz são contínuos. Existem lendas sobre a mandioca. O folclorista Câmara Cascudo cita alguns deles: Entre os parecis, povo de Mato Grosso a história é a seguinte: Zatiamare e sua esposa Kôkôtêrô tiveram um par de filhos – o menino Zôkôôiê e uma menina, Atiolô – que era desprezada pelo pai, que a ela nunca falava senão por assobios. Amargurada pelo desprezo paterno, a menina pediu à mãe que a enterrasse viva; esta resistiu ao estranho apelo, mas ao fim de certo tempo, atendeu-a: a menina foi enterrada no cerrado, onde o calor a desagradou, e depois no campo, também lugar que a incomodara. Finalmente, foi enterrada na mata onde foi do seu agrado; recomendou à mãe para que não olhasse quando desse um grito, o que ocorreu após algum tempo. A mãe acorreu ao lugar, onde encontrou um belo e alto arbusto que ficou rasteiro quando ela se aproximou; a índia Kôkôtêrô, porém, cuidou da planta que mais tarde colheu do solo, descobrindo que era a mandioca. Entre os bacaris a lenda conta de um veado que salvara o bagadu (peixe da família Practocephalus) que para recompensá-lo deu-lhe mudas da mandioca que tinha ocultas sob o leito do rio. O veado conservou a planta para alimentação de sua família, mas o herói dos bacairis, Keri, conseguiu pegar do animal a semente que distribuiu entre as mulheres da tribo. A lenda de Mani foi registada em 1876, por Couto de Magalhães. Em domínio público, este foi o registo do folclorista:

Em tempos idos, apareceu grávida a filha dum chefe selvagem, que residia nas imediações do lugar em que está hoje a cidade Santarém. O chefe quis punir no autor da desonra de sua filha a ofensa que sofrera seu orgulho e, para saber quem ele era, empregou debalde rogos, ameaças e por fim castigos severos. Tanto diante dos rogos como diante dos castigos a moça permaneceu inflexível, dizendo que nunca tinha tido relação com homem algum. O chefe tinha deliberado matá-la, quando lhe apareceu em sonho um homem branco que lhe disse que não matasse a moça, porque ela efectivamente era inocente, e não tinha tido relação com homem. Passados os nove meses, ela deu à luz uma menina lindíssima e branca, causando este último fato a surpresa não só da tribo como das nações vizinhas, que vieram visitar a criança, para ver aquela nova e desconhecida raça. A criança, que teve o nome de Mani e que andava e falava precocemente, morreu ao cabo de um ano, sem ter adoecido e sem dar mostras de dor. Foi ela enterrada dentro da própria casa, descobrindo-se e regando-se diariamente a sepultura, segundo o costume do povo. Ao cabo de algum tempo, brotou da cova uma planta que, por ser inteiramente desconhecida, deixaram de arrancar. Cresceu, floresceu e deu frutos. Os pássaros que comeram os frutos se embriagaram, e este fenómeno, desconhecido dos índios, aumentou-lhes a superstição pela planta. A terra afinal fendeu-se, cavaram-na e julgaram reconhecer no fruto que encontraram o corpo de Mani. Comeram-no e assim aprenderam a usar da mandioca.

Aplicações:

No Brasil a raiz da mandioca serve para fazer farinhas  e tapioca ( iguaria típica do Brasil). Na amazónia utilizam-na no preparo de receitas: tacará (iguaria típica da amazónia do Brasil), molho tucupí e a maniçoba (prato culinário do Brasil conhecido por feijoada paraense) feito com folhas cozidas desta planta. Também de fazem bebidas com a mandioca como o cauim ( Indigena) feito através de fermentação e de um processo de destilação. Aguardente, a tiquira (bebida típica em São Paulo, Brasil) é comum do Estado do Maranhão. A mandioca tem propriedades para produção de etanol (álcool biocombustível) A farinha de polvilho é outro tipo de farinha que se faz com esta planta , doce ou azedo , serve para a preparação de comidas como : Pão de queijo, muito típico em países da África e da Ásia que foram levadas pelos colonizadores. É comum na região norte do Brasil. No continente Africano, consume-se a raiz e as folhas jovens em forma de esparregado. Em Moçambique cozinha-se a “ matapa”,tipo de  esparregado feito com folhas  moídas no pilão, juntamente com alho e farinha seca da raiz e depois cozinhadas  com marisco. Em Angola é conhecida por “ Kisssaca”. A farinha da mandioca é preparada a partir da mandioca –brava. Em termos medicinais é aplicada para  a desnutrição, convalescenças, sob forma de cataplasmas, edemas, artrite e abcessos.

Partes Utilizadas:

Tubérculos

Propriedades medicinais:

Nutriente, energética, anti-reumática, antisséptica.

Retirado de:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mandioca

http://www.cantoverde.org/150plantas/organizacao.htm

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